
2026 será o primeiro ano em mais de uma década no qual terei as noites “livres”. Nenhuma graduação, nenhum mestrado, nenhum serviço freelance. Para quem me acompanha no offline, sabe bem que os meus últimos 10 anos foram uma corrida maluca.
Agora que o mestrado chegou ao fim, eu pretendo viver como os seres humanos normais vivem: tendo um trabalho em horário comercial e tempo para descansar. Ambicioso demais da minha parte?
Decidi então propor algumas metas para mim mesmo nos campos do cinema, das séries, da literatura, dos games e da música, paixões para as quais sinto que não dedico o tempo e os neurônios que essas coisas merecem.
Não quero que o título soe como um clickbait, mas não tenho clareza de cada título que pretendo consumir em cada uma dessas áreas. Mas eu tenho alguns números.
Todas as metas abaixo são mínimas. Nada me impede de, sem compromisso, alcançar números maiores. Mas, como eu venho de uma década bem cansativa, pretendo desacelerar e levar essa coisa toda com calma, sem pressão para “performar”.
Estas são as metas:
1. Um filme por semana: arredondando para baixo, são 50 filmes no ano. Um filme por semana me soa pouco, mas 50 filmes em um ano me parece razoável. Acho que não assisti 50 filmes em 2025.
2. Uma temporada de série por mês: uma meta bem baixa para me obrigar a desacelerar, a assistir com calma e a me dar o devido tempo para pensar e conversar sobre as séries que assisto. Também me obriga a escolher melhor o que vou assistir. Não é minha culpa se as temporadas estão cada vez menores.
3. Um livro por mês: já fui de ler um livro por semana. A sensação que eu tive é que não absorvia nada do que eu lia. Era só uma tarefa para riscar da minha lista diária. 12 livros pode não ser lá grande coisa, mas é a mesma lógica das séries: curtir com calma, pensar, conversar a respeito. Um livro de 300 páginas significa 10 páginas por dia. É tranquilo de levar adiante.
4. Uma campanha de game por trimestre: eu gosto muito mais de jogos competitivos, o que me faz gastar muitas horas no Counter-Strike com alguns amigos. Recentemente, passei a investir mais tempo do que deveria em um RPG chamado The Elder Scrolls Online. Sendo assim, colocar a meta de uma campanha por mês me faria gastar muito mais horas em jogos do que eu gostaria. A meta é razoável para quem não “termina” um jogo há quase dez anos.
5. Um disco por semana: troquei o Spotify pelo Qobuz recentemente e deixei de tratar música como “algo em segundo plano”. Quando estou trabalhando ou jogando, não deixo música de fundo. Gosto demais de música para curtir “de qualquer jeito”. Agora, quando me proponho a ouvir um disco, eu paro tudo e ouço. Sendo assim, separar uma hora por semana para me dedicar totalmente a um disco que eu nunca ouvi é uma boa meta.
O objetivo central é tentar formar uma opinião e escrever sobre todas essas apreciações. Não do ponto de vista de quem é especialista em qualquer uma dessas coisas, mas de alguém que deseja compartilhar uma perspectiva humano com outras pessoas de carne e osso. É um exercício de reflexão. E tem mais valor que toda essa porcaria de I.A. que inundou a internet.
O tracking disso tudo vai rolar nos seguintes aplicativos:
- Filmes: Letterboxd
- Séries: TV Time
- Livros: Skoob
- Games: [Ainda procurando um bom app]
- Discos: Musicboard + Last.fm
E, claro, pretendo manter tudo isso atualizado aqui no blog. Afinal, depender de plataforma que pode “fechar as portas” sem cerimônias não é um bom negócio.
Por isso, criei uma página para fazer este tracking aqui no blog: Diário de Entretenimento. Vocês podem acessá-la pelo menu ou clicando aqui.
E vocês? O que (e o quanto) vão assistir, ler, jogar e ouvir em 2026?

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